9 de março de 2012
28 de junho de 2011
Acorda consciência

Pois bem, na última terça-feira, 22, a ex-atriz e atual deputada estadual Myrian Rios (PDT - RJ) disse em seu discurso na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que não contrataria empregados gays, pois os mesmos poderiam abusar de seus filhos e utilizarem como defesa a prerrogativa da PEC 23/2007, que inclui a orientação sexual como direito fundamental na constituição do Estado do Rio.
Confesso que ao ler e ouvir o discurso da então deputada fiquei bastante apreensiva não por ela se posicionar contra a homossexualidade, mas além de usar um argumento tão grotesco como o de afirmar que um gay é um pedófilo, o que a mim causa grandes preocupações é saber que a senhora que cometeu esta total infelicidade se encontra na política que move o nosso país.
Tomemos como base a mídia. O que é mais enfatizado na mídia, quando falamos de abuso sexual, são pedofilias dentro de casa, pai que mantém a filha trancafiada no porão e abusa sexualmente da menor, avô que engravidou a neta. Isso quando não são, professoras que abusam de alunos do sexo masculino. Esse pequeno levantamento, não chega a ser 10% dos casos que são noticiados pela mídia e denunciados à polícia. Deixo então a minha pergunta: não seriam todos heterossexuais? Onde se encaixa a relação entre homossexualidade e pedofilia?
Dizer que a pedofilia é um ato que só ocorre do lado homossexual é querer usar um discurso completamente surreal e ridículo para justificar a homofobia, esta por sua vez, está longe de ser característica de quem é contra a homossexualidade, mas que define quem denigre, persegue e acusa sem fundamento - visto que os números não mentem - aquele que é gay.
Quem vai dizer que homossexualidade é doença? Quem vai dizer que a pedofilia acontece por culpa dos gays? Quem vai dizer que ser hetero hoje em dia é cafona? O heterossexual que vê uma mãe ou um pai heterossexual abusando sexualmente dos seus filhos? Um homossexual que luta pela igualdade, mas exige cota? Eu? Você?
Nesta discussão entre os lados heterossexuais e homossexuais, vale ressaltar que, muito diferente do que grande parte pensa, o que está em jogo são os interesses dos políticos e daqueles que não usam terno, mas que se aproveitam desta situação para encontrarem o seu lugar ao sol, ou mais precisamente, os seus quinze minutos de fama. Diante da maioria da população que foi doutrinada por esses que estão no poder, a ausentarem o pensamento e a arte de refletir, bater palma e repetir o que eles dizem é a coisa mais fácil para quem quer permanecer no poder graças a alienação em massa.
Não sou política, demagoga, tampouco adepta a qualquer lado que esteja levantando tochas e declarando guerra na ânsia de fazer este ou aquele vencer. Também não sou paga, nem patrocinada para defender causa alguma. Muito distante de tudo isso, sou crítica e faço valer da minha racionalidade, que chamo de qualidade dada ao Homo sapiens, para banalizar essa terrível relação que fazem entre um gay e um pedófilo, da mesma forma como foi banalizado há anos atrás o fato de que para os brancos, quem passava as doenças encontradas no mundo eram os negros.
Viver em sociedade significa, antes de tudo, saber lidar com um grupo de diferentes pessoas que tenham ou não tenham algo em comum, mas que acima de tudo saibam respeitar e conviver entre si. Seja contra ou a favor das diferenças sexuais, mas aprenda a usar da racionalidade e do respeito para dirigir-se ao próximo.

17 de maio de 2011
Assassinaram a língua portuguesa

Da mesma forma como já ensinaram a população uma matemática diferente, onde um mísero salário mínimo precisa render o suficiente para bancar uma família inteira, agora o que entrou em vigor foi o mais novo "jeitinho" brasileiro de usar a gramática.
Pouco importa se o Joãozinho da terceira série do ensino fundamental vai usar o "mas" no lugar do "mais" ou vice-versa. A língua portuguesa que tome nota e aceite que se Fulano entendeu o que Beltrano escreveu, então está tudo certo.
O que interessa para o MEC, vulgo Merda de Educação e de Cultura, é que se tudo pode ser feito na base do "entendi", para que dificultar e querer falar bonito, não é mesmo? Para que dicionários e livros do bom e velho português, se hoje, o certo é falar errado? E pobRema de quem vê problema nisso! Uma hora acostuma.
Assassinaram o Manoel e eu não tive sequer tempo de me despedir. Quando vi, já havia acontecido e olha aí o livro distribuído pelo Merda de Educação e de Cultura alienando e fazendo de tudo para tornar ainda mais desprovida de inteligência a população. E a professora coitada, aumento que nada! O negócio é usar do "entendi" para suportar a lástima de aceitar o então errado virar certo.
Preocupo-me com os nossos filhos e netos que até então eram, para mim e para muitos, o futuro do nosso país e que hoje, tornaram-se verdadeiras bombas-relógio desse mundo jogado a esmo. Eles acenderam o pavio e agora é esperar explodir. Escondam o pai dos burros, pois a caça às bruxas começou. A ortografia entrou em extinção.
E fizeram da educação um isso de não sei, com aquilo de qualquer coisa. O que está sendo jogado fora não são apenas letras eternizadas em papéis. Pisaram nas obras, na cultura, nos pensadores, no bê-a-bá da nossa língua. Bem, dizia a minha avó: da vida, a gente só leva a nossa sabedoria.
Educação é coisa séria e deve ser tratada com o devido respeito e atenção. Paletós fantasiados de leis não me assustam, o que me assusta é essa compreensão da população em abrir mão de não lutar pelo nosso bem mais precioso: o conhecimento.
Deixo aqui registrado o meu profundo protesto pelo descaso com a nossa língua portuguesa.
Segue link da matéria para melhor entendimento: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/05/14/mec-distribui-livro-que-aceita-erros-de-portugues-924464625.asp
6 de maio de 2011
O que falta é respeito

Veja como são as coisas...
Quando eu ainda mais nova cheguei para o meu pai e disse que achava lindo tatuagem, vi que o mesmo não gostou nada da idéia, pois o meu pai vinha de uma geração que quem usava tatuagem era marginal e, na cabeça dele, o fato de eu vir a usar tatuagem poderia me influenciar a ir para esse lado ruim da vida. Notei um certo desconforto vindo do meu pai e escutei que, da parte dele, ele não gostaria, mas que não iria em momento nenhum me proibir de fazer, caso fosse o meu real desejo.
Muitos ao ler essa situação que aconteceu comigo, irão achar o meu pai um verdadeiro maluco e dizer que é muita "viagem" dele pensar que uma simples tatuagem me influenciaria em alguma coisa e mudaria minha personalidade, fazendo com que eu virasse uma outra pessoa. O que eu digo para vocês é que isso foi um preconceito criado na cabeça dele - e de muitos outros pais da mesma geração que o meu - que fez com que ele passasse a ver com olhos de reprovação.
Onde quero chegar com tudo isso? Quero chegar no tema sobre a união entre homossexuais e mostrar esse preconceito bobo e mesquinho que assola a nossa sociedade. Em pleno século XXI ainda vejo gente achando que homossexualismo é doença contagiosa, é publicidade ou qualquer outro tipo de classificação grotesca que se pode imaginar.
O fato de ter sido aprovado legalmente o reconhecimento das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, não significa banalizar, nem querer passar por cima de nenhuma religião, crença ou lei. Não significa também induzir ninguém a virar homossexual, porque, para que fique explicado desde agora e para sempre, homossexualidade não "se pega", não "se vira", tampouco pode ser considerado uma opção individual. Você não pode querer comparar a homossexualidade com o mesmo que escolher qual rua seguir. Escolher qual rua seguir para chegar ao seu destino é uma opção sua, ser homossexual é uma orientação sexual presente em cada um de nós.
O argumento que alguns utilizarão mediante a isso é o de que, agora que foi legalizada a união entre homossexuais, o número de homossexuais irá crescer. Eu discordo completamente. Não é o número de casais gays que irão aumentar, mas os que vão passar a assumir seus relacionamentos, coisa que grande parte dos gays não faziam com medo de retaliação, como agressões físicas e verbais.
Canso de ver estampado nos jornais e sendo assunto de jantares em família, casos de casais héteros onde o homem matou a mulher por ciúme, onde a mulher traía o marido com o melhor amigo, onde filhos eram estuprados por seus pais e há também casos em que os próprios filhos matam os pais por questões de heranças e outras futilidades que ultrapassam o lado humano. Casos como esses acontecem praticamente todo dia dentro de residências de casais héteros.
O que noto em meio a toda essa balbúrdia feita pela sociedade é o preconceito claro e subentendido usando argumentos do famoso "copia e cola" que eram usados há tempos atrás. Antigamente a mulher só podia casar virgem, era uma regra imposta a todas as mulheres passada de geração a geração. Hoje em dia, não há essa obrigação por parte das famílias sobre o fato das mulheres casarem virgens e por isso, podemos apontar o dedo na cara dessas mulheres e classificarmos de impuras, infiéis e "mulheres da vida"?
Não é querer ser "modernóide", é querer ser maduro o suficiente para saber que tudo na vida sofre transformações, desde a natureza ao homem. Portanto, se estamos em constante movimento e em constantes mudanças, por que não respeitarmos que as coisas precisam ser mudadas e não vulgarizadas como pensam? Por que não respeitarmos que nossa orientação sexual está longe de ser um livre arbítrio? É algo que está na gente e com a gente.
Tatuagem não significa ser um fora da lei, como ser gay não significa influenciar ninguém a nada. A Xuxa "rainha dos baixinhos" usava bota branca até a coxa e nem por isso a sociedade foi influenciada a usar bota branca até a coxa. A biodiversidade sexual das espécies está longe de ser apenas uma matéria de Biologia estudada no colégio. É um fato ligado a sua natureza humana.
Dito isto, quero deixar também claro que sou altamente contra a forma como a mídia vem usando o tema da homossexualidade, para enfiar goela abaixo como forma de ganhar audiência e aflorar a irritação de boa parte que é contra, criando assim uma mal estar nacional. Devemos informar sem abusar e extrapolar os limites da comunicação.
Que nossas atitudes não nos tornem pessoas "quadradas" a ponto de só enxergar aquilo que nos convém. Que sejamos racionais, e ao mesmo tempo humanos, o suficiente para enxergarmos que a aceitação não precisa vir no pacote junto com o respeito. Você não é obrigado a aceitar nada que você não queira, mas é obrigado a respeitar para exigir respeito.

8 de abril de 2011
Esperança de um mundo melhor

Hoje estou de luto, pelas crianças que foram brutalmente retiradas das suas mães, por um ato impiedoso de alguém que usou da violência de outrora como motivo para cometer tal barbaridade e ainda por cima rogou por Deus.
Hoje estou de luto, pelo mundo adoentado por essa "peste desumana" que contaminou essa gente. Os poucos que ainda restam, refugiam-se em seu mais íntimo medo, trancando portas e janelas, torcendo para que ali o mal não faça lar.
Hoje estou de luto, pelas vítimas do tsunami e do terremoto no Japão, pelas famílias enfermas da dengue, pelo desastre ocorrido na Região Serrana do Rio, pelos sangues derramados por culpa do homem que brinca de ser Deus e está sempre chamando a natureza para uma "queda de braço", mesmo sabendo que dessa disputa sairemos sempre perdendo.
Hoje estou de luto, pela ausência dos homens de terno que adentraram a nossa política, através do voto da população, e que deveriam lutar pelos nossos direitos. No entanto, reservam-se em suas mansões e assistem de camarote a essa caos global.
Hoje estou de luto, pelo idoso desrespeitado, pelo deficiente jogado a esmo, pela falta da saúde e da educação, base de um cidadão, que se bobear nem nome tem. Estou de luto pela desigualdade social, pelo preconceito entre raças, sexo e religião. Estou de luto pela falta de luta, sem falar dos sentimentos mais lindos que hoje só vejo em filme.
Hoje estou de luto, pela tecnologia mal utilizada, pela lágrima brotada nos olhos dos brasileiros, que se pegam rezando, escorando-se na fé. E até aqueles que nem acreditam, já vi pedindo a Deus por um pouco de paz.
Hoje eu estou de luto, pelo homem, que mesmo depois de tantos anos, ainda não pensa "nas crianças mudas telepáticas", ainda não pensa "nas meninas cegas inexatas" e fez questão de esquecer de lembrar "da rosa de Hiroshima a rosa hereditária".
Hoje eu estou de luto, mas luto na esperança de um mundo melhor.

30 de outubro de 2010
Reinvento-me

Reinvento-me porque pensar do mesmo jeito o tempo todo, não me torna mais certa, não me deixa mais madura, nem me faz ser mais eu. Reinvento-me sem mudar o meu eixo, posso até mudar os fatores, mas o produto é sempre o mesmo. Então mudo, troco de posição os meus sentidos e se para Descartes eu penso, logo existo... Se mudo, então eu vivo.
Reinvento-me porque um dia caí na besteira de querer ser sempre a mesma e me vi mais quadrada do que nunca. Se tudo muda o tempo todo, qual a vantagem de ser sempre igual? Sou uma espécie em evolução... Ora choro, ora canto, ora sou, ora nem sou mais tanto quanto era.
Eu me dou o direito de mudar e ai de quem não me acompanha! Eu danço conforme a música, eu jogo e então eu vivo. A vida quando deixa de ser vivida e passa apenas a ser existência, me dá um certo arrepio. É pedir demais para mim, voar sempre os mesmos voos... O céu é livre, voe mais, arrisque mais.

29 de junho de 2010
Aqui dentro

A única certeza que posso te dar, é que se você ficar aqui e esquecer aquela porta, você vai encontrar em mim tudo o que falta em você e eu vou te amar a cada dia, do mesmo jeito ou um pouco mais. Caso você fique, pouco importa se amanhã vai chover, se vai fazer sol, o que importa é que vamos estar juntos.
E eu não vou dizer que vai ser fácil, porque não vai. Vai ter dias que você vai chorar de medo, a gente vai brigar... Vai ter hora que eu não vou conseguir entender o que você diz e você também não vai querer parar para explicar. Então vamos nos olhar por alguns segundos, segundos suficiente para você entender que são essas diferenças que nos unem e que por mais contraditório que seja é o meu "não", quando você insiste em dizer "sim", que você mais queria ouvir.
Mas olha, se você ficar aqui e esquecer aquela porta, eu te prometo que vai ser pra sempre.
17 de junho de 2010
Tudo tem o seu tempo

Há tempo de ser grande, tempo de ser pequeno, tempo de ser muito ou nada. Há tempo de viver sonhos, tempo de fitar a realidade. Há tempo de ser criança e tempo de ser adulto. Entenderam? Há tempo de ser criança e tempo de ser adulto.
Hoje o que mais vejo são crianças brincando de serem adultos e pais que batem palmas e acham graça dessa situação. A consequência disso se mostra no futuro quando estes se tornam adultos e acham que podem voltar a serem crianças.
Eu fico me perguntando: onde foi parar a inocência? Qual a graça de sorrisos manchados de batom vermelho, de cabelos pintados? Qual a graça de ser adulto aos 10 anos de idade? Esse estereótipo de meninas usando saias curtas, salto alto, meninos que se acham "badboys" e pré adolescentes que ainda não sabem nem o que é sexo escolhendo que lado seguir. Pisar demais no acelerador é arriscado quando não se sabe o que vem pela frente. É preciso frear vez ou outra, para visualizarmos o melhor caminho a ser percorrido.
A vida é feita de etapas. Tudo tem o seu tempo, a sua hora, o seu lugar. O momento certo existe, não pensem o contrário. Não queiram antecipar nada, pular fases, crescer mais do que deve e nem se infantilizar demais. Voltar no tempo? Quem dera... Então, pra que acelerar as coisas?
Entendam que cada idade é para ser vivida, apreciada, curtida... Não para ser evitada.
8 de junho de 2010
Identidade escrita

Tem horas que não sei porque escrevo, ou para quem escrevo. Se descrevo o que sei, se descrevo o que vejo. Mas quando dou por mim, já estou novamente tentando rabiscar as primeiras frases. Vício? Talvez.
Hoje não vestirei nenhuma ideologia de vida, nem os meus suspiros serão de sonhos. Hoje, eu vim despida de qualquer tema, para mostrar o motivo principal deste espaço que muitos chamam de Blog, eu já o chamo de lar.
Ainda não tinha me dado conta do quanto esse espaço move pensamentos, tira de dentro de nós opiniões já adormecidas e acreditem se quiser, estas opiniões se modificam e o que ontem não era, agora é... Ou era o que não é. A única certeza que posso dar é que eu, Vanda Ferreira, não mudo ninguém.
Não será no meu texto que alguém irá se descobrir e nem que irá encontrar a solução da sua vida. Eu não encontrei a solução da minha, mesmo com tantas frases que me descrevem e exalam o meu Eu mais verdadeiro. Não será numa frase de Caio Fernando Abreu, por exemplo, que você encontrará o "quem eu sou" tão desejado para te descrever, você apenas encontrará algo que te faça chegar mais próximo de quem você é. Mas o que você é de verdade, nem a bíblia irá te dizer quem é.
Cada um tem a sua filosofia. Uns acham que para chegar mais próximo da realidade, deve-se fantasiar, criar bruxos, gente que voa e bichos que falam. Eu já parto do princípio que para enxergar a realidade eu vou direto ao ponto e falo das coisas do jeito que são. Sem inventar nomes aos sentimentos. Nada contra aqueles que curtem um boa ficção, até porque eu também gosto, mas o meu real é esse. É o aqui, o agora! Eu não vivo de contos e nunca vi um bruxo passar voando pela minha janela durante a madrugada.
Foi preciso me afastar para entender que tudo o que deixo registrado aqui é o meio mais fácil para aproximar pessoas de personalidades e de lugares diferentes, mas que tem em comum a vida, o sentimento, o cotidiano. Foi preciso me afastar de tudo e até de mim, para que eu pudesse me entender.
Eu não falo o que não sei, o que não vivo ou o que não vi. Eu sou um misto de sentimentos, o que faço é isto, descrito em algumas linhas. Alguns se identificam, outros se apegam, alguns lamentam, mas todos... todos, querendo ou não, param para pensar. Está aí, o meu objetivo
24 de maio de 2010
Felicidade utópica?

Meu Deus como assim? Como podem achar que a nossa realidade é um final diferente de "felicidade"? Quem foi que começou com essa ideia de que realidade não é casamento feliz, não é profissional realizado, não é uma vida feliz? Me digam, quem foi que começou com isto? Me apresentem, pois terei prazer em discordar desta pessoa.
O que me chamou atenção não foi o fato de muitos discordarem do meu texto, pois eu quero mesmo que discordem quando tiverem que discordar. O problema é que a maioria não vê um final feliz. Acha que todo relacionamento bom vai ter uma crise lá na frente e que esta crise vai ser o suficiente para cada um ir para o seu canto. Em certo ponto eu até entendo que casais terminem por isso, mas não é uma questão de generalizar.
Me chamem de sonhadora, imatura ou qualquer outro termo que se encaixe, mas não consigo ser o tipo de pessoa que desacredita em coisas que podem ser possíveis. Não sei começar nada na minha vida sem me entregar. Eu me jogo, me atiro e seja o que Deus quiser. Não acredito na frase "que seja eterno enquanto dure", pois o meu "dure", quando é pra valer, é pra sempre! Então, "que seja eterno" e isso me basta para ser feliz.
Final feliz não é utopia, é vontade, persistência e ousadia. Agora, se para alguns, ou muitos, ser normal é acreditar que a nossa realidade está longe de um final feliz, então eu prefiro continuar sendo uma "anormal utópica".
21 de maio de 2010
Felizes para sempre

E eles viveram felizes para sempre. Caramba! Eu não entendo porque toda novela, filmes e histórias infantis sempre terminam quando a mocinha diz sim para o mocinho, se o bom da história está em depois que o padre finaliza dizendo: "e eu os declaro, marido e mulher".
Quem é que não parou para pensar no depois do "sim"? No dia seguinte? Verdade seja dita...Nos pegamos sonhando acordados, imaginando em como vai ser o dia a dia, o café da manhã, o cantinho que escolhemos para começarmos a vida à dois.
Aprender a lidar com os problemas, com as diferenças, as dificuldades. Um ensinando o outro o melhor para os dois. Pensando juntos... Amando juntos. Um dia de cada vez. Ingrediente simples, massa homogênea, a melhor receita da felicidade.
Um, dois, três anos... muitos anos! Vários verões, muitos outonos. A idade vai passando, o amor aumentando e o companheirismo vai mostrando com o pôr-do-sol que mais um dia juntos foi completado e o sentimento que um tem pelo outro desde o primeiro instante em que se olharam, continua. Lindo, sincero, profundo.
Eu quero um amor para envelhecer comigo. Eu quero que valha a pena e que no final eu possa dizer sem sombra de dúvidas que nós vivemos e vamos continuar vivendo felizes para sempre. Um amor, uma aliança e um pedido no final do dia.
19 de maio de 2010
Simples detalhes

E que seja simples se for sincero. Um sorriso escondido na timidez ou até um pedaço de papel amassado. Tanto faz, tudo o que seja simples mas que provoque explosões de sentimentos.
Não importa o tamanho, a quantidade, o preço... Não precisa embrulhar para presente. Os detalhes que ficam eternizados são os abraços acompanhados do beijo. Amizades que geram confiança... E esta saudade que fica no gosto do café da manhã.
O jeito mais delicado, a palavra que nos apoia, são estes que fazem cada dia valer a pena. E Que seja doce, mesmo se for amargo e leve, mesmo se complicado. Mas que sejam apenas simples detalhes.
No final, a gente aprende que as melhores coisas, as que realmente nos marcam para sempre estão na simplicidade.
17 de maio de 2010
Ensaiando passos

Tarefa difícil essa de andar. Fraquejei em alguns momentos, dei uma olhada disfarçada para trás por alguns minutos, passou pela minha cabeça voltar para onde eu estava, mas o vento das boas novas balançou os meus cabelos e mostrou que o caminho é para frente, reto e sem curvas.
Encontrei pessoas, lugares, sensações novas. Tive certeza de que ia esquecer que cheguei até ali sozinha... Realmente eu esqueci. Acabei depositando todo o meu esforço feito para chegar até onde cheguei em pegadas que não eram minhas. Fui marcada e marquei alguns sorrisos, outras vezes a lágrima veio me fazer companhia, mas eu não desisti... Retomei o meu caminho e segui. Eu, eu mesma e estes passos.
A tempestade no decorrer do percurso se fez presente, me derrubou algumas vezes, retardou a minha caminhada. Em alguns obstáculos eu caí e tive medo de continuar. Outros apenas me fizeram sentar e perder as esperanças de prosseguir, mas levantei e fui.
O que importa realmente não é para onde você vai, com quem você vai e o que vai encontrar no caminho. O importante é que você precisa ir, independente de qualquer coisa, ficar parado no mesmo lugar não é solução para nada. O caminho somos nós quem traçamos, o que levamos de cada pessoa somos nós quem escolhemos e parar nos obstáculos somos nós quem decidimos.
Eu não sei quando comecei a dar os meus passos, mas eu fui e continuo indo. O que eu vou encontrar mais na frente eu não sei, mas sei que nada vai me parar.

14 de maio de 2010
Despindo a insegurança

Eu não vou dizer que não acredito em você, porque acredito. Mas a minha insegurança não me deixa dar passos longos até a sua verdade. Então eu vou me encolhendo no canto do quarto entre a cama e o abajur... Vou me perdendo.
E não me basta ter somente a certeza do que eu sinto, se para ser por completo eu tenho que ter certeza do que você sente também. Talvez você já até tenha perdido as contas de quantas vezes me olhou nos olhos e disse o que eu sou pra você, mas eu ainda preciso ouvir.
Que seja tudo de novo, as mesmas frases, os mesmos textos, que seja simples, direto e que toque cada parte do meu corpo. Uma, duas, três vezes... Não importa! Apenas diga que nada mudou e me dê a certeza de que eu sou quem você tanto procurou.
Quem sabe no final de cada linha eu já tenha deixado de ser essa menina tão tola e insegura, que sente medo, que chora e que sente falta há todo momento... Quem sabe essa menina já tenha voltado a ser novamente a mulher madura que vai abrir a porta, colocar um sorriso no rosto e ao te abraçar vai despedindo-se lentamente da insegurança... Quem sabe? Eu sei.
12 de maio de 2010
Aceita

Eu falo alto para que você me note e faço das minhas roupas um motivo para você não tirar os olhos de mim. Eu danço, eu canto e fico louca com o seu andar. Ai, como eu quero que você repare em mim!
Já fiz aposta, já andei falando de você para uns amigos em comum, peguei seu telefone. Te liguei algumas vezes no final da tarde, mas desliguei, não tive coragem...É, era eu sim, agora você já sabe. Nos esbarramos algumas vezes nessas tantas boates do Rio e não foi coincidência, eu sabia que você estaria naquele lugar.
E se você quiser eu mudo o meu cabelo, eu largo esse drinque e vou ao seu encontro. Mas se você vier eu deixo tudo pronto, eu faço e até falo coisas boas para você ouvir. Só não venha com esse papo de que é tarde, porque eu não aceito "não". E te prometo que eu faço diferente, eu começo me apresentando e depois você sorri.
Não precisa falar, se não tiver a fim, basta apenas vir comigo. Então, e só dizer que sim e vem... Vem viver isso comigo.
10 de maio de 2010
Tudo o que não me convém

Tirei todos os livros empoeirados da estante e deixei apenas Marthas, Clarices e Machados. No meu rádio ultimamente só tem tocado Paralamas, mas estou pensando em trocar... Quem sabe um Capital.
Os sapatos já gastos com o tempo, coloquei juntos com a minha insegurança, decepções, frustrações e algumas vaidades... Não todas. Preservei os meus cadernos, rasguei apenas duas ou três páginas, coisa boba, mas que já não fazem falta.
Aquelas mentiras que eu andei colecionando, já não me pertencem. Cansei, definitivamente cansei de guardar tudo o que não me faz bem. Eu vou jogar tudo fora. Tudo o que não vale a pena.
E quem sabe hoje a noite eu coloque o meu vestido mais bonito, a maquiagem mais sensual e fique por aqui mesmo... Sentada no sofá, tomando um bom vinho e celebrando essa nova fase. Eu vou fazer acontecer... Então, por favor, não estrague o meu dia.
7 de maio de 2010
Se for pra ficar

Que some aos meus sonhos e subtraia os meus medos. Entenda que eu tenho minhas inseguranças e que você vai ter que aprender a conviver com elas. Nada de meias palavras... Que fale tudo ou que não fale nada, mas que demonstre, pois eu quero sentir.
E que tenhamos algumas brigas para quebrar a rotina, um ciúme vez ou outra para mostrar que também sente medo de me perder. Não te quero sendo forte o tempo todo, porque quero ser seu abrigo também. Mas não me peça para ter forças sempre, porque haverá dias que vou querer apenas um refúgio.
Se não sabe dançar eu ensino. Eu te ensino a dançar essa música, apenas tenha paciência e não tente me entender sempre, porque nem sempre eu vou querer ser entendida. Você nem sempre vai saber decifrar. Eu não sou decifrável. Eu vou querer ser amada, você acha que pode? Tem certeza?
Mas se não for pra ficar, se não for pra me amar, se não for para deitar ao meu lado e tecer um futuro só nosso, e se for só por hoje...apenas por hoje, se não for para sempre... Apague a luz e feche a porta.
5 de maio de 2010
A menina que vive

Eu não sei o que me reserva lá na frente. Sinceramente não sei. Nem sei se daqui há duas horas vai chover, ou se o tempo vai permanecer como está. Eu não prevejo o futuro, apesar de tentar muitas vezes. Mas definitivamente eu não sou nenhuma Mãe Dináh... Fico me perguntando se ela previa algo.
Só sei que vivo. A cada dia eu vivo, tem dias que mais...tem dias que menos. Mas vivo! Eu gosto de conjugar verbos no presente, ainda que alguns se tornem rapidamente passado... muitos nem chegam a continuar no futuro. Mas e daí? Eu estou vivendo. Deixe-me viver.
Tem vezes que viajamos, vamos lá no futuro um pouquinho... brincamos de ser Deus por uns minutos, mas aí o telefone toca, o relógio desperta, a chaleira no fogo com água apita. Isso tudo são sinais, da vida te chamando para viver o agora. E nem se você quisesse poderia dizer que não.
Só nos resta dançar conforme a música e desejar que o que está sendo o nosso hoje, continue sendo o nosso amanhã. Quer viver? Quer ser feliz? Então, comece mudando o verbo... Eu vivo! Eu sou feliz!
3 de maio de 2010
Mãe

Fique certa de uma coisa: não será fácil! Não será fácil me ver chorar - e por eu não saber ainda me fazer entender - não será nada fácil ficar acordada de madrugada tentando solucionar o motivo dos meus choros.
Haverá dias em que você vai se perguntar se está preparada para me educar e me dar amor. Mas depois de um sorriso meu, tão inocente, tudo muda e a felicidade te acalma outra vez.
E quado eu tiver dando os primeiros passos, e quanto eu tiver dizendo a primeira palavra, e quando eu for para a primeira escola, e quanto eu encontrar o amor da minha vida, e quando eu sentir medo...Eu tenho certeza de que você estará ali, bem do meu lado, registrando e marcando todos esses momentos.
Eu vou te ensinar também, pode apostar. Vou te ensinar que apesar de ainda pequenininha eu já tenho você em minhas mãos e que quando faço birra é para te dizer: me ensine o que é certo. Eu não vou concordar com você na hora, mas entenderei mais tarde. Vou te mostrar num simples desenho rabiscado, que fiz como trabalhinho no Jardim, a se importar com as coisas mais simples.
Em algum momento eu sei que vou te magoar com alguma palavra dita numa discussão, você vai brigar comigo, eu vou ficar com raiva... vou sim. Mas o vínculo que temos é mais forte, o amor que sentimos é maior e depois de algumas horas eu já esqueci da briga... você também.
Então eu vou crescer. Vou me formar e você vai me aplaudir. Vamos chorar de alegria minutos antes do meu casamento e mais tarde você vai pular de felicidade, quando numa terça chuvosa eu te contar que você deixa de ser mãe para se tornar avó. Mãe, obrigada por ser minha mãe.
Como é o meu primeiro texto de Maio - e lembrando que é o mês das mães - gostaria de dedicá-lo a todas as mães e parabenizá-las por todos os dias serem mães.
Em especial a minha mãe, com muito amor.

30 de abril de 2010
Cafona

Mandar carta, expressar o que sente àquele seu amigo de anos é coisa do passado. Fala sério, meu avô fazia isso, não é mesmo? Para que dizer que ele é importante em sua vida? É escrever demais sem necessidade. O negócio agora é: "tamo junto na parceiragem". Para muitos isso basta e escutar uma frase dessas soa até melhor do que um: "você é o meu amigo de todas as horas".
Usar aquela blusinha que você sempre pegava no armário da sua mãe para sair com aquele cara lindo, é assinar a sua sentença de morte. Ela é linda, mas e daí? É cafona demais, ou melhor, impossível para você fazer uma coisa dessas. De antemão já peço desculpas à todos aqueles que tem pensamentos como esses, mas cafona é não ter a sua mãe para te emprestar aquela blusa linda. Mais cafona ainda é não querer ser, uma vez ou outra, um cafona. Para os "modernóides" de plantão eu só tenho a lamentar.
Eu quero momentos cafonas, ai eu quero! E quero dizer sem medo de ser feliz que prefiro escutar um MPB, por exemplo, a ter que escutar Funk. Desejo amigos cafonas, que não digam que "estão juntos e misturados" para mim, mas que me contem os momentos mais engraçados que passamos juntos e digam no final que sentem saudades. Quero um amor cafona, que me entregue flores, ou nem precisa de flores, mas que me fale palavras lindas de amor, por que o amor por si só, já é bem cafona...Não seria cafona de não fosse amor.
Sendo assim, posso dizer: um brinde à cafonice!




